segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cercas de segurança protegem imóvel e afastam invasores


BBel



Cercas de segurança, sejam elas elétricas ou não, são o dispositivo capaz de proteger todo o perímetro de um imóvel. Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da ABESE, Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança, explica que somente analisando o projeto de segurança e a planta do imóvel é possível indicar o tipo mais adequado de cerca e os lugares para a sua instalação.

"Não é recomendado, por exemplo, a utilização de cercas com choque em locais de lazer onde sabe-se que existirão crianças que poderão por algum motivo acessar os muros. Da mesmas forma, em locais onde existe muita vegetação a manutenção deste tipo de cerca será mais constante", observa o direto da ABESE.

O mercado disponibiliza cercas eletrificadas que são conectadas ao sistema de alarme da residência e monitoradas 24 horas. Quando o fio é rompido elas disparam uma sirene no local e alertam a central remota de operações. Oswaldo comenta que há alternativas sem choque, também monitoradas em tempo integral. É possível encontrar também cercas mais robustas, de aço e eletrificadas, que liberam choques ao serem tocadas, podendo ou não estar conectadas ao sistema de segurança. Outra opção são as cercas cortantes, chamadas de "concertinas", normalmente utilizadas somente como barreira física, sem choque ou monitoramento.

Mario Ecclissi Junior, consultor comercial de sistemas eletrônicos do Grupo Pro Security, afirma que as cercas de segurança podem ser aplicadas e combinadas de maneiras variadas com outros dispositivos, inclusive sensores de infravermelho. "As cercas podem ser utilizadas com outros dispositivos desde que seja feita uma avaliação detalhada do local, verificando a real necessidade do cliente, e não apenas vendendo equipamentos", argumenta. Ele também esclarece que não é indicada a utilização de cercas quando a altura do muro for menor que 2,2 metros.

Para Oswaldo Oggiam, uma das vantagens das cercas, principalmente das de choque pulsativo, é o fato de a proteção ser realizada mesmo quando o sistema de alarme interno da casa está desativado. "Casas e condomínios residenciais cercados por muros com cercas permitem a circulação dos moradores por jardins, quintais e pátios sem que estes estejam diretamente expostos a possíveis marginais", ressalta.



A cerca elétrica profissional não causa danos à saúde. Isso porque a corrente elétrica que atravessa os fios da cerca é constantemente iniciada e interrompida em intervalos mínimos de 1 segundo, ou seja, a corrente elétrica possui um movimento pulsante que permite a pessoa afetada se soltar e afastar-se da fiação. O invasor sentirá um desagradável choque e um susto, porém não sairá ferido caso toque na cerca.

"Por se tratar de um meio confiável, seguro e econômico para aumentar a proteção de seu imóvel, o grande diferencial da cerca de choque pulsativo é ser uma solução ostensiva. O pretenso invasor visualiza que o imóvel é protegido já em seu perímetro, fato que o leva a supor que outros equipamentos de segurança poderão existir no local. Com isso, os criminosos são desestimulados a invadir o imóvel, optando por invadir outro que lhe apresente menor risco", comenta Oswaldo Oggiam, da ABESE.

As cercas eletrificadas não devem ser instaladas em locais onde haja muita vegetação. Quando não se pode evitar esta situação, é preciso que as podas sejam feitas constantemente para que a vegetação não cause disparos falsos. O tipo de cerca mais indicado para residências com grande cobertura vegetal é a concertina que funciona como barreira física.

Vários estados e municípios brasileiros dispõem de leis que regulamentam a instalação de cercas eletrificadas dentro de seus limites. A maior parte dessa legislação, segundo Oswaldo Oggian, indica que o equipamento deve obedecer às normas sugeridas pela ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, que regram a altura mínima dos fios e como devem ser os itens que compõem a cerca, como hastes, sistemas de aterramento, isoladores, sirenes e baterias.

Uma das especificações presente nas leis e nas normas da ABNT é a colocação obrigatória de placas de advertência. Elas devem ser confeccionadas com fundo amarelo e impressões pretas, com o símbolo que representa o risco de choque elétrico ao tocar (mão com choque) e medir aproximadamente 300 x 200 x 0,5 mm.

O diretor da ABESE recomenda que as cercas elétricas sejam instaladas em conjunto com sensores de presença. "A instalação da cerca elétrica proporciona o que chamamos de 'segurança ostensiva', ou seja, a visualização da cerca já é um grande fator de inibição para o provável invasor, o que não ocorre com a utilização apenas dos sensores de presença, que detectam o intruso após a invasão já ocorrida", argumenta.



O diretor de marketing da ABESE, Oswaldo Oggiam, menciona que existem no mercado muitas marcas de eletrificadores, mas em virtude da falta de informação dos consumidores e até da maioria das empresas instaladoras, muitos dos fabricantes destes equipamentos ignoram as normas que regulam os produtos. "Assim eles produzem equipamentos obviamente mais baratos e que na hora da compra criam no consumidor a sensação de estar fazendo um bom negócio", afirma.

O consultor da Pro Security, Mario Ecclissi Junior, comenta que os materiais mais comumente encontrados no mercado são hastes de alumínio com isoladores plásticos e fiação de aço ou de cobre. Ele indica que uma forma de garantir a idoneidade das empresas é solicitar suas certificações e documentações, além de dar preferências para aquelas que estão há mais tempo no mercado. "É comum alguns clientes pedirem referências de outros clientes para confirmar a excelência do serviço prestado", orienta.

Outra dica para escolher a empresa, segundo o diretor da ABESE, é certificar-se de que os acessórios da cerca, como hastes, fios e isoladores, também sejam de boa qualidade e atendam as recomendações do fabricante do eletrificador e da ABNT. "O bom profissional jamais deve instalar um equipamento que não esteja de acordo com a norma ABNT, pois ao fazê-lo estará colocando em risco a integridade física dos usuários do imóvel e também assumindo o risco de sofrer sanções legais e indenizatórias em caso de acidentes", destaca Oswaldo Oggian.

Ele também adverte que o consumidor não deve acreditar em centrais eletrificadoras "milagrosas" cujos instaladores afirmam não precisar de aterramento ou contar com "terra eletrônico", uma vez que a norma exige que a cerca elétrica seja aterrada e possua um conector específico para isso.









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