quarta-feira, 16 de maio de 2012

MRV aposta em 2o trimestre melhor, apoiada em mais lançamentos


REUTERS

                                                                                                   
 
SÃO PAULO, 15 MAI - Após iniciar o ano com lucro líquido menor e abaixo do esperado pelo mercado, a MRV Engenharia espera retomar a trajetória de crescimento a partir do atual trimestre, apoiada principalmente no maior volume de lançamentos, que já superou o realizado nos três primeiros meses de 2012.

"Hoje (no segundo trimestre até agora) já estamos com mais lançamentos do que fizemos no primeiro trimestre", disse o presidente-executivo da companhia, Rubens Menin, em teleconferência nesta terça-feira.

A aceleração dos lançamentos, segundo o executivo, foi impulsionada pelo "Feirão" da Caixa Econômica Federal, evento anual realizado pela instituição financeira que reúne grande volume de imóveis à venda, a maior parte deles voltados ao segmento econômico, principal nicho de atuação da MRV.

"Preferimos fazer lançamentos no segundo trimestre... o feirão é importante porque reduz despesas comerciais", acrescentou Menin.

No primeiro trimestre, os lançamentos somaram 644 milhões de reais, queda anual de 38 por cento. Já em relação ao quarto trimestre de 2011, a empresa lançou menos da metade.

Na véspera, a MRV apresentou queda de 23,9 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre na comparação anual, a 116 milhões de reais. No período, a companhia reconheceu custos adicionais referentes a contrapartidas a prefeituras e autoridades.

A empresa também revisou seu orçamento, buscando alinhar as obras às pressões de custos na indústria.

Menin, entretanto, classificou os fatos ocorridos no trimestre passado como "imprevistos", descartando qualquer possibilidade de estouro de orçamento.

"Vocês não vão ouvir falar em estouro no orçamento da MRV, não existe estouro... fazemos ajustes todo trimestre, às vezes são maiores, às vezes são menores", disse ele.

Diante deste cenário, o executivo admitiu que o cenário para alcançar a meta de margem Ebitda -sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação- entre 24 e 28 por cento em 2012, depois dos 19 por cento no primeiro trimestre, "ficou mais difícil, mas é bastante possível de ser atingido".

Investidores receberam mal os números da companhia, o que se refletia em forte desvalorização das ações nesta terça-feira. Às 12h23, o papel da MRV caía 9,37 por cento, a 10,06 reais, respondendo pela maior queda do Ibovespa, que subia 0,03 por cento.
 
 
 
 

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